Mamãe da Gigi
Monday, January 26, 2026
Orgulhosa de criar uma "Good" americana
Puerpério: cada um tem o seu
Monday, January 5, 2026
Um ano com novas tradições e velhos costumes
Desde que você aprendeu a escrever fazemos a nossa lista de objetivos no ano novo. Esse também é o momento de analisar se conquistamos o que definimos para o ano anterior. De 2025 para 2026 foi diferente.
Achei bom. A mudança de tática pode colocar a gente em uma posição mais favorável no jogo. Embora 2025 tenha sido um ano difícil, a avaliação dos últimos 12 meses foi positiva. Poderia ter sido ainda mais desafiador.
Além de não colocar no papel, descobrimos, finalmente, que os desejos devem ser feitos a cada uma das 12 uvas degustadas. Já tínhamos essa tradição, mas erramos o número. Não sei porque sempre pensamos que eram 7, mas são 12 para representar os meses do ano. Óbvio, né?
Até isso achei bom. Penso o seguinte: se tívéssemos fazendo tudo certo e mesmo assim não cumprindo toda a nossa lista, ia ser bem mais frustrante. Dessa forma esperança aumenta.
Na internet você encontrou uma novidade. Começar o ano com uma nota de dois dólares no pé direito para atrair sorte e garantir que o dinheiro "caminhe com a pessoa durante todo o ano".
E não foi uma nota de dois dólares qualquer. Seu pai a guardava na carteira há anos. Ele disse que recebeu de alguém especial e agora passava para você. Tudo vai dar mais certo.
Mas de um ritual eu não abro mão e espero que você também não. A prece.
"Deus guie os nossos caminhos nesse ano na trilha da paz, justiça, saúde e prosperidade. Amém".
Aqui começa o nosso 2026.
Monday, December 22, 2025
Papai Noel (não) existe
Nem sei porque não escrevi sobre isso antes. Já se vão sete anos desde o último Natal que o bom velhinho era uma figura esperada e presente.
Por motivos que já contei, há um bom tempo você desconfiava dessa estória. Mas foi durante um passeio no shopping, já próximo à Páscoa, que mais uma vez você me perguntou: 'Papai Noel existe?'.
E eu, como já vinha fazendo há um bom tempo, respondi com outra pergunta: 'O que você acha?'. Dessa vez a sua resposta mudou tudo. Ao dizer não, eu que quis questionar: 'Por que'?.
De pronto, a menina da Geração Z respondeu: 'Pesquisei no Google'.
Ah, Gigi, eu imagino o quanto foi decepcionante para você descobrir que as cartas que você escrevia iam para a minha caixa de recordação e os bilhetes que acompanhavam os presentes eram fruto da minha imaginação. O leite e as cookies também eram para mim, mas o amor era e é todo seu.
Fico feliz, e aliviada, que a revelação também não tirou o brilho dessa época. Você ama decorações, assiste todos os filmes de Papai Noel, segue as tradições e deseja que fosse Natal o ano inteirinho.
Além disso, como sempre foi, entende que o mais importante é o nascimento de Jesus. E esse Espírito nasce no nosso coração todos os dias, mas a gente tem que deixar. Lembre-se sempre disso, não é fantasia.
Agora de volta àquele passeio ao shopping a maior decepção estaria por vir. Sem que você perguntasse, e apostando na sua boa reação ao descobrir que Papai Noel existe de outro jeito, seu pai resolveu revelar o mistério do Coelhinho da Páscoa. Aí foi um chororo que eu conto outro dia.
Monday, December 8, 2025
Eu te ensinei a falar, hoje você me corrije
Eu te ensinei a falar em português. Em inglês, você apreendeu sozinha e através dos cartoons e depois na escola. Por isso, é perfeito e nato. O seu “brasileiro” é fluente, avançado eu diria. O meu inglês continua o mesmo e você me corrige.
Seria um erro tentar te ensinar a falar em inglês. Sou imigrante e cometo deslizes, embora eu me gabe que o sotoque do
norte do Paraná é um aliado, pelo menos quando se trata do sotaque da Nova
Inglaterra e arredores.
Aliás, você
é a americana mais parananense que conheço. O “r” puxado deixa o seu pai de
cabelos em pé. Você não ‘naisceu’, você nasceu.
E é justo. Quando
você tinha uns dois anos ninguém entendia o que você falava. Eu sabia tudo e
traduzia para o resto do mundo – em inglês e português – o que você estava
dizendo. Era incrível como a nossa comunicação era eficiente.
Com o tempo,
você falava mais inglês. O medo se transformou numa naturalidade que eu queria
ter.
Não sei se
você se lembra, acho que já contei em outro momento, que aos três anos você só queria
ir em lugares que falavam português. Tínhamos passado uns meses no Brasil e o
idioma ficou mais próximo.
Aos poucos,
as coisas foram se encaixando. Hoje você corrige o meu inglês e eu adoro ouvir as
confusões que você faz em português. Outro dia você falou que “a perna faliu” ao invés de falar “a
perna falhou”. Morre
Eu ainda
vou escrever um dicionário para tantas palavras que fazem mais sentido que as
reais. São pérolas e valem um post.
Monday, September 15, 2025
Coisas de general
Quando a gente está no meio de uma discussão, ou debate, não sei como definir, fico pensando como você vai ser com a sua filha. Lembro de como minha mãe era e tento não repetir as coisas que eu não gostava que ela fazia. Confesso que nem sempre é possível.
Nessa hora, visualizo você, no futuro, sendo chamada de general. É assim que você me chama quando eu começo a enumerar a lista do que precisa ser feito. E nem é muito. Aliás, já no primeiro item vem o elogio.
Para um "alguma coisa" sempre tem um "mas".
Adolescente é contestador. Eu sou contestadora até hoje, mas acho que era menos na sua idade. Ou minha mãe era mais general.
Minha avó dizia que eu tinha resposta para tudo e minha mãe nem sabia. Falava pelos cantos, por trás. Não havia essa abertura que tem comigo. Talvez seja coisa da época.
Nossa casa certamente não é um quartel, mas um dia você vai entender que sempre haverá regras, em qualquer lugar. E para que as coisas fluam bem é preciso seguir um roteiro ainda que nem tudo saia como no script.
Eu não sou um general, sou mãe. Um dia você vai entender.
Monday, September 8, 2025
Você pode ser o que quiser
'Você pode ser o que quiser' parece um clichê. E é. Mas também é uma grande verdade.
Você vai se lembrar disso a cada etapa da vida. Vai dizer que eu tinha razão, mas não gostava do meu tonzinho.
E vai chegar onde quiser.
Mas como tudo é um processo tem que pagar o preço. O nosso caminho depende do que decidir enfrentar.
Escolher o que gosta de fazer facilita, embora isso não signifique facilidade.
Muitas vezes o maior desafio vai ser encarar você mesma. Ter a ousadia para enfrentar o fracasso antes do sucesso chegar. Entender que o sucesso também é subjetivo. Pode ser milhares de seguidores ou gente que te acompanha porque realmente entende a sua proposta. A soma desses dois é sempre o melhor, concordo.
Comece mesmo que não esteja pronto. Arrisque. Você pode.
O importante é ter a manha para filtrar as críticas, se importar menos, fazer o bem sempre e ser feliz.
Você pode (e vai) ser o que quiser.