A gente se preocupa o tempo todo. Pode parecer que eu não percebo, não me importo. Mas o fato é que mãe, ou pelo menos grande parte das genitoras, tem como preocupação uma característica.
Ser mãe de adolescente para mim, de longe, tem sido o mais difícil. Não sei se é porque o grau de dificuldade vai subindo gradativamente ou se essa fase é realmente a mais desafiadora.
Dar espaço para você desenvolver a sua personalidade e, ao mesmo tempo, impor limites e mostrar que as coisas nem sempre são como você vê [ou sente] soa contraditório. Vivo esse impasse todos os dias.
Tento o melhor, mas não é o suficiente. Tenho que me esforçar mais e nem sei se consigo. A paciência escorre pelo ralo. E você me olha com o mesmo olhar que eu te lanço.
Você é um vulcão de emoções. Tudo é maior e eu fico menor.
Se discordo de uma opinião sua, você diz que não te entendo. Se vou te mostrar o outro lado, não te deixo falar.
A gente briga. E quase sempre depois a gente ri. Seu pai diz que estamos deixando ele louco, nunca sabe quando nós estamos brigando.
Mas a vida, por hora, é assim. Uma adulta que busca referência na própria adolescência e pode pecar se esbarrar na comparação. Enquanto você experimenta um momento totalmente novo.
Só te digo uma coisa. Tenta entender a sua mãe e ouve os conselhos tortos, eles têm alguma valia.
Depois a gente chora de rir das memes entre filhas e mães. Parece até que tem câmeras espalhadas pela casa.

