Quando a gente está no meio de uma discussão, ou debate, não sei como definir, fico pensando como você vai ser com a sua filha. Lembro de como minha mãe era e tento não repetir as coisas que eu não gostava que ela fazia. Confesso que nem sempre é possível.
Nessa hora, visualizo você, no futuro, sendo chamada de general. É assim que você me chama quando eu começo a enumerar a lista do que precisa ser feito. E nem é muito. Aliás, já no primeiro item vem o elogio.
Para um "alguma coisa" sempre tem um "mas".
Adolescente é contestador. Eu sou contestadora até hoje, mas acho que era menos na sua idade. Ou minha mãe era mais general.
Minha avó dizia que eu tinha resposta para tudo e minha mãe nem sabia. Falava pelos cantos, por trás. Não havia essa abertura que tem comigo. Talvez seja coisa da época.
Nossa casa certamente não é um quartel, mas um dia você vai entender que sempre haverá regras, em qualquer lugar. E para que as coisas fluam bem é preciso seguir um roteiro ainda que nem tudo saia como no script.
Eu não sou um general, sou mãe. Um dia você vai entender.
