Sempre que a gente lembra da sua primeira infância vem esse episódio à tona.
Em nossa primeira viagem longa de carro você tinha 2 anos e se comportou muito bem de Boston a Altantic City. Parávamos com bastante frequência para você se distrair, esticar as pernas e comer.
Você adorava passar nas lojinhas e se dependesse da sua vontade, comprava um negocinho em cada lugar. Mas não fazia escândalo a cada negativa.
O objetivo ali era ser divertido, mas o não faz parte.
Pensei que o lado consumista seria compensado por lanchinhos. Essas paradas de beira de estrada não têm muita opção. Para ir em restaurantes teria que entrar nas cidades e isso atrasaria muito a viagem.
Então decidimos por um dia de fast (trash) food, reforçado pelas frutinhas que levei de casa e outras que encontrava pelas lojas de conveniência.
Mas para a minha surpresa, você sentiu falta da comidinha de casa.
Já no fim do dia, a poucas horas do nosso destino, fizemos a última parada. Ali não pensamos em comer. Já tínhamos comido um sanduíche e você os seus chicken nuggets. Foi quando você me perguntou se não iríamos jantar.
- Já jantamos, Gigi. Lembra? Paramos no McDonald's, te recordei.
Você prontamente respondeu: - Não, jantamos: Arroz, feijão, ...
Caímos na risada. Eu nunca imaginei que você ia sentir falta de arroz e feijão.
Hoje a relação com o casadinho brasileiro não é mais tão fiel e a preferência é pelo velho hamburguer americano. Mas um arroz e feijão sempre cai bem, né?
